domingo, 17 de junho de 2007

Será o amor mais forte que tudo?

Na luta entre clãs pelo poder na Europa na Idade Média, Tristão perde seus pais em combate e acaba sendo adotado por seu tio Lorde Mark, mas desconhece desse parentesco. Conforme o passar dos anos, essa relação cria vínculos mais fortes do que a própria vida e Tristão se transforma no guerreiro mais corajoso e importante do reinado de seu tio.
Ao pagar uma dívida em nome do rei, Tristão fere-se mortalmente e pede para morrer ao mar. Isolda encontra-o, a beira da morte, mas cuida de seus ferimentos e antes mesmo que pudesse conhecê-lo, ele parte. Porém, o destino parecia colocar os dois juntos e, retornando a Irlanda, Tristão enfrenta mais um desafio por Rei Mark, matando o dragão que ameaçava o reino irlandês e, como prêmio, Isolda, que teria de entregar nos braços do tio.
No caminho de volta para casa, bebem, por engano, uma poção que os faz se apaixonar perdidamente um pelo outro...nesse momento, era tarde demais para voltar atrás, pois ao chegar a Cornualha já eram amantes. Isolda chega a casar-se com o rei, mas o amor deles era tão profundo e intenso, que não conseguiam permanecer longe um do outro. A grande ironia é que o mesmo destino que os uniu, também os separou. Tristão morre a espera da amada e Isolda morre junto a ele por não agüentar a dor de passar o resto de seus dias sem ele.
O romance ainda desperta interesse em jovens e adultos, pois se encaixa, perfeitamente, no modelo de história de amor impossível. Escrito de forma culta, o livro apresenta um belo enredo que prende o leitor até o fim de suas páginas. Traduzida em muitos países, mostra o quanto esse estilo medieval ainda é apreciado, pois contém fatores marcantes como o sofrimento, angústia e a honra.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

CIES - Centro de Inclusão Educacional para Surdos


A Congregação Santista de Surdos completará no próximo dia 22 de junho de 2007, 50 anos de trabalho, sendo considerada um ponto de referência na Baixada Santista e até fora do Brasil. Isso acontece porque não existe barreiras na comunicação em LIBRAS. Em entrevista para o blog, a psicóloga Inês comenta sobre a ocasião em que um grupo de franceses surdos se instalou na instituição, conseguindo, em poucos dias, se adequar aos sinais e se comunicar facilmente com todos.

No final de 2003, por iniciativa da Prof° Rose e da Prof° Márcia, hoje coordenadora e diretora do centro, fizeram uma parceria através do Departamento de Cultura, desativado até o período, e montaram o CIES – Centro de Inclusão Educacional para Surdos – que iniciou sua jornada, timidamente, por falta de auxílio financeiro.

Esse projeto, que faz parte da congregação, abriu portas e criou possibilidades para a inclusão dos surdos na sociedade. Antes dessa iniciativa, ficavam segregados e estudavam entre eles, não existindo mais nenhum ouvinte dentro desse grupo. Agora, contam com voluntários que dão aulas, orientação profissional, familiar e interagem, todas as sextas-feiras à noite, com todos que fazem parte da instituição, jogando cartas, dominó, ou seja, se dedicando ao lazer.

Atendem, no momento, pessoas de 4 até 36 anos, de Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá e Mongaguá, mas não possuem idade limite, dando oportunidade à todos de fazer parte e colaborar com a instituição.